Oficina de papel verde com Ana Martins

Papel oriental a partir de fibras vegetais - uma incursão no mundo fascinante da descoberta do papel.

A natureza faz papel a toda a hora.
Qualquer floresta liberta as folhas no outono e inicia o seu processo de degradação por acção da chuva. A parte lenhosa da planta vai-se desfazendo naturalmente e acaba por ficar unicamente a celulose. Com auxilio do hidrogénio da água das chuvas, liga-se naturalmente e faz papel... a diferença entre ser a natureza a fazer papel ou ter intervenção humana é a qualidade do papel. O facto de se escolher fibras longas, do mesmo tipo e coze-las unicamente até ao ponto em que as mantém com boas características  faz a diferença entre ter ou não ter um bom papel.

Método

Recolhemos vegetais do jardim, verdes e frescos de preferência; a relva é sempre uma boa opção, mas qualquer vegetal fibroso serve perfeitamente essa função.

Preparamos os vegetais, limpamos os resíduos, cortamos em pequenos pedaços e colocamos a cozer
Adicionamos uma base para permitir acelerar um pouco o processo e após alguns minutos podemos retirar as fibras cozidas da panela e serão lavadas de seguida, ate fazer desaparecer toda a parte lenhosa da planta.
Quando isso acontece estamos na presença de celulose.
Com celulose fazemos papel e o modo não difere de qualquer outro.

 

Será entregue documentação especifica - história do papel; técnicas de fabrico;

Após a feitura do papel a sua qualidade e características serão avaliados tendo em conta a resistência à tracção, a durabilidade, o pH e a  a opacidade/transparência.

 

Preço: €5 / €3 estudantes e desempregados

Horário: 16h às 19h
Local: Monte do Quiosque, Azaruja